terça-feira, outubro 19, 2021

As 4 cobras (serpentes) mais venenosas do brasil

No Brasil costuma-se chamar serpentes venenosas (nome correto) de cobras ou naja, mas esse é um nome errado, em todo o Brasil não existem cobras, elas só podem ser encontradas em várias regiões fora do continente americano e europeu, a cobra egípcia habita no continente africano e na península arábica e a cobra-rei habita na Índia e no sudeste asiático.

As quatro principais espécies de cobras venenosas no Brasil são:

1. Jararacas

É uma espécie que se adapta facilmente a diversos tipos de ambientes e é encontrada principalmente na região amazônica, principalmente em corpos d’água como córregos e rios. Os exemplares podem atingir até 1,2 metros de comprimento, sendo mais ativos à noite. Possui desenhos na pele que permitem se camuflar no meio, dificultando sua detecção. Sua cauda é ligeiramente pálida ou amarelada quando jovem (usa sua cauda para atrair pequenas presas). Quando avistado por animais muito grandes, geralmente foge imediatamente. Eles se alimentam principalmente de pequenas rãs, sapos e lagartos, Na idade adulta, ela se alimenta de ratos e outros pequenos mamíferos. Sua reprodução é vivípara, dando à luz os filhotes no início da estação chuvosa.

Jararacas serpentes venenosas
Jararacas

2. Surucucu pico de jaca

A Surucucu pode atingir até 2,5 metros de comprimento, até o momento é a maior cobra venenosa do continente americano. Seu habitat principal fica na região amazônica e na Mata Atlântica, escondem-se durante o dia em covas, raízes de árvores e tocas abandonadas, como a Jararaca, têm hábitos noturnos e vão caçar à noite, alimentando-se também de pequenos mamíferos e roedores. É considerada a cobra mais temida de toda a Amazônia.

A coloração da pele varia de marrom avermelhado, marrom e até rosa, apresentam saliências nas escamas semelhantes à casca de uma jaca, daí seu nome popular. São ovíparas, atingem a maturidade sexual por volta dos 4 anos de idade, põem de 5 a 19 ovos e os jovens chegam a 30 a 50 centímetros. A fêmea é responsável pelo cuidado dos ovos.

Uma das serpentes venenosas

3. Corais verdadeiras

Elas têm uma coloração em anéis vermelhos, pretos, brancos e amarelos. Esta é a única cobra venenosa que não possui uma fossa loreal. Elas vivem em matas das regiões sudeste e sul do Brasil e possuim hábito de vida nocturno. Possuem hábitos subterrâneos, Elas costumam se mover sob as folhas secas no solo da floresta e até mesmo no solo e podem ser encontradas em tocas. Essas serpentes não são agressivas, isso ocorre porque essas espécies têm um comportamento muito tímido.

As corais verdadeiras se alimentam, principalmente, de lagartos de pequeno e médio porte, outras serpentes, anfíbios e répteis. Elas seguram sua presa com uma mordida e paralisá-los com seu veneno neurotóxico. Sua reprodução é ovípara e põe de 2 a 10 ovos que incubam por 60 dias.

4. Cascavéis

Elas diferem de outros tipos de cobras porque têm uma cascavel na ponta da cauda o que significa que ela está chegando. Possui um dos venenos mais potentes, o que o coloca em primeiro lugar entre as mortes por picadas de cobra no Brasil, mas não são agressivas e fogem rapidamente quando são  avistadas. Vive principalmente no Nordeste em campos abertos de cerrados, regiões áridas, semiáridas e rochosas, tem hábitos crepuscular e noturno devido às altas temperaturas que ocorrem durante o dia.

Como a jararaca a reprodução é vivípara, em media nascem de 16 a 24 filhotes entre os meses de novembro a fevereiro. 

O local com a maior concentração de cobras venenosas do Brasil.

No estado de São Paulo existe uma ilha chamada Ilha da Queimada Grande, também conhecida como Ilha das serpentes (é a segunda ilha de maior concentração de serpentes do mundo), que fica a cerca de 33 quilômetros do continente, na região de Itanhaém, litoral sul do Estado de São Paulo, que é o habitat de uma família de serpentes venenosas conhecida como Bothrops insularis. Essas Bothrops insularis também são conhecidas como as cobras ponta de lança dourada. Do poderoso veneno do Bothrops insularis, é feita uma droga que combate os problemas cardíacos.

Nesta ilha, a única fonte abundante de alimento são as aves, isto fez com que ao longo de várias gerações os hábitos da Bothrops insularis mudassem, tornando-se arbóreos e tendo uma maior atividade durante o dia para facilitar a captura de aves.

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